quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

ERVAS MEDICINAIS

Algumas Dicas Preciosas


Ervas Medicinais

"Modos de Preparar:
Os chás podem ser preparados por infusão ou cocção:
- Infusão: Consiste em se despejar água fervente sobre a planta e depois abafar por uns 15 minutos. Este processo é utilizado para flores, folhas e também para ervas aromáticas, pois se as fervermos as essências poderão volatilizar (perder-se pela acção do calor), causando a perda de sabor e poder medicinal do chá.
- Cocção: Consiste em se cozinhar a planta. Este processo deve ser restrito a raízes, cascas e sementes e a fervura pode variar de 3 a 15 minutos. Dosagem: A quantidade normalmente indicada é de 20 gramas de erva por litro de água ou uma colher de chá por xícara, mas esta dosagem pode variar dependendo da planta.

Posologia: Pode-se tomar várias xícaras (chávenas) do chá por dia, de preferência longe das refeições, a não ser que o chá seja para estimular funções digestivas.
Os chás, geralmente, não precisam ser adoçados. Em alguns casos, porém, pode-se usar o mel quando se quiser aproveitar as suas propriedades medicinais (gripes, tosses, etc), mas só devemos adoçar depois de coado, quando o chá já estiver morno, nunca antes, pois o calor destrói o poder medicinal do mel.

Prazo de validade: Nunca use um chá mais de 24 horas depois de preparado, pois ele entra em processo de fermentação (mesmo mantido em geladeira). Prepare a quantidade suficiente para um dia apenas.

Tempo de uso: Recomenda-se não usar o mesmo chá por tempo prolongado, pois o nosso organismo responde cada vez menos ao tratamento. Use por um período de 30 dias e troque por outro tipo de chá, retomando o seu uso após algum tempo.

Utensílios: Evite usar utensílios de metal para fazer os chás. Embora não o notemos, utensílios desse tipo podem causar alterações no efeito e sabor do chá. O ideal é usar recipientes de vidro, barro, louça ou esmalte.

Outros usos:
Os chás, além de tomados, podem ser usados na forma de compressas, banhos, gargarejos, inalações e lavagens.
- Compressas: Compressas de chá quente aliviam dores inflamatórias e facilitam a resolução dessas inflamações. Neste caso usam-se chás com propriedades anti inflamatórias.
- Banhos: São os banhos de imersão. A água deve estar morna e o banho deve durar uns 20 minutos. O banho pode ser repetido três vezes por semana durante um mês. Após este período mudar a erva utilizada.
- Gargarejos: São recomendados para actuar na cavidade bucal e na garganta. Pode-se colocar sal de cozinha depois de coado, pois este é anti inflamatório e anticéptico.
- Inalações: Específico para as vias respiratórias. Ferver o chá e colocar um funil de papelão invertido sobre o recipiente, inalando o vapor.
- Lavagens: Normalmente intestinais e vaginais (corrimento).

Doenças e Ervas (plantas) que se usam para o respectivo tratamento

Aí vão algumas delas:

Para Artrite usam-se: Caatinga de Mulata, Malva, Sabugueiro. Para Arroto usa-se Poejo.Para Anemia usam-se: Artemí sia, Cavalinha, banhos de Manjerona e Alecrim, Cerefólio, Manjericão, Alho.

Para Arteriosclerose usa-se Cavalinha, Para Asma usam-se: Cerefólio, Hortelã, Funcho.
Para o Baço usam-se: Salsa, Dente de Leão.
Para a Bexiga usam-se: Artemí sia, Beldroega, Cavalinha, Cerefólio, Malva, Mil em Rama. Para a Boca (mau hálito) usam-se: Hortelã, Erva Cidreira, Cravinho, Manjericão, Tanchagem. Parra Bronquite – Plantas: Beldroega, Cavalinha, Sabugueiro, Bardana.
Dores de Cabeça: Plantas: Alfazema, Boldo, Camomila, Confrei, Hortelã, Losna.
Para o cabelo usam-se: Alecrim, Alfazema, Babosa, Camomila, Manjericão, Salva (ou Sálvia), Bardana.
Para Cálculos usam-se: Salsa, Bardana, Dente de Leão.

Para o sistema nervoso (Calmante) usam-se: Alecrim, Alfazema, Camomila, Manjericão, Funcho. Cancro (Câncer) usam-se Confrei (leucemia), salsa.
Para Cansaço usa-se Mil em Rama.

Para Catarro, Mil em Rama. Caxumba, Erva Cidreira.
Para Cistite usa-se a Cavalinha.

Coceira (urticária) Babosa.
Para Cólica Hepática usam-se: Erva Cidreira, Hortelã.

Para Cólica Menstrual usam-se: Artemí sia (Losna), Agoniada.
Cólica intestinal - Cavalinha, Hortelã, Losna, Manjerona, Funcho. Para Colite usa-se Malva (e também o sumo (suco) de beterraba.

Para Convulsões usa-se Artemí sia Para Contusões usa-se Bálsamo Para o Coração usam-se: Alecrim, Confrei, Sálvia, Bardana.
Para Cortes usam-se: Cavalinha, Confrei.
Para Coqueluche usam-se: Alecrim, Alfazema.

Para os Dentes usam-se: Hortelã, Caatinga de Mulata, Erva Cidreira, Malva, Sálvia, Funcho

Para Depressão usam-se: Alecrim, Hipericão, flor de Gardénia (jasmim gardénia), Aveia.

Depurativos do Sangue: Cavalinha, Cerefólio, Confrei, Tanchagem, Bardana, Dente de Leão.
Para Diabetes usam-se: folha de Maracujá, flor de Carqueja, Mil em Rama, Salsa, Tanchagem, Poejo, Funcho, cavalinha.
Digestão difícil usam-se: Cravinho, Alecrim, Alfazema, Boldo.

Doenças Venéreas usam-se: Mil em Rama, Salsa, Tanchagem.
Dores em Geral usam-se:Camomila, Confrei, Sálvia.

Para Eczema usa-se a Babosa.
Para Enxaqueca usam-se: Alfazema, Erva Cidreira, Salsa.

Para Epilepsia usam-se: Artemí sia. Alecrim.

Para Estômago usam-se: Boldo, Camomila, Cerefólio, Erva Cidreira, Manjericão, Mil em Rama, Poejo, Tanchagem.
Para Feridas usam-se: Alecrim, Arruda, Beldroega, Mil em Rama, Tanchagem, Bardana.

Para o Fí gado usam-se: Boldo, Beldroega, Mil Rama, Salsa, Dente de Leão, Cardo Santo, Alcachofra.

Para Fraqueza usam-se: ALECRIM, Alfazema, Boldo, Losna, Manjericão, Mil em Rama, Dente de Leão.
Para Frieiras usam-se: Saião, .
Para Furúnculos usam-se: raiz de Alteia, Cravinho, Babosa, Malva, Sabugueiro, Tanchagem, Bardana.

Para Garganta (amigdalite) usam-se: Alfazema, Cavalinha, Manjericão, Malva, Sálvia, Tanchagem.
Para os Gases usam-se: ALfazema, Boldo, Manjerona, Poejo, Funcho, Erva Doce (Anis Verde).
Para Gastrite usam-se: Confrei, Bardana.

Para Gota usam-se: Alfazema, Mil em Rama, Sabugueiro, Bardana, Dente de Leão, Salsaparrilha, Ulmária.

Para Gripe usam-se: Camomila, Cebolinha, Erva Cidreira, Manjerona.

Para Hemorragias usam-se: Cavalinha, Confrei, Mil em Rama, Tanchagem.
Para Hemorróidas usam-se: Cipreste, Mil em Rama, Bardana.
Para Hepatite usam-se: Boldo, Confrei. Para Histeria usam-se: Alecrim, Erva Cidreira, Manjerona.
Para Icterícia usam-se: Artemí sia, Erva Cidreira, Salsa.
Para Impotência usa-se Tanchagem.
Insectos (picadas de) usam-se: Cebolinha, Salsa, Sálvia.

Para Insónia usam-se: Boldo, Hortelã, Mil em Rama, Poejo.
Para transtornos Intestinais usam-se: Erva Cidreira, Malva.
Para Intoxicação usa-se Nirá.

Para Lactação usam-se: Beldroega, Cerefólio, Hortelã, Salsa (secar o leite), Dente de Leão.
Para Náusea usam-se Caatinga de Mulata, Hortelã, Losna, Poejo, Funcho.

Para Obesidade usam-se: Losna, Sabugueiro, Malva, Salsa.

Para os Olhos usam-se: Alecrim, Caatinga de Mulata, Arruda, Beldroega, Cavalinha, Sabugueiro, Camomila, Cerefólio, Erva Cidreira, Salsa. Para Ossos Quebrados usa-se Confrei.
Para os Ouvidos usam-se: Caatinga de Mulata, Arruda, Funcho.
Para os Ovários usa-se Tanchagem.
Para o Pâncreas usa-se Dente de Leão.
Para problemas da Pele (acne, manchas, espinhas, cravos) usam-se: Confrei, Cerefólio, Malva, Sabugueiro, Bardana.
Para evitar Pesadelos usa-se Erva Cidreira

Para Piolho usam-se: Cânfora, Salsa.

Para Pressão Alta usa-se Salsa...
Para Prisão de Ventre usam-se: Beldroegas, Malva, Sabugueiro, Bardana.

Para os Pulmões (problemas respiratórios) usam-se: Poejo, Sállvia, Tanchagem.

Para Queimaduras usam-se: Babosa, Beldroegas, Confrei, Bardana.
Para Resfriado usam-se Manjerona, Sálvia, Poejo, Sabugueiro.

Para Reumatismo usam-se: Alfazema, Artemí sia, Boldo, Cerefólio, Erva Cidreira, Manjerona, Mil em Rama, Bardana, Dente de Leão.
Para os Rins usam-se: Beldroega, Artemí sia, Cavalinha, Manjericão.

Para Sarna usam-se: Alecrim, Arruda.
Para os Seios usam-se Cerefólio, Salsa.
Para Tonturas usa-se Alfazema. Para Torcicolo usa-se Manjerona.
Para a Tosse usam-se: Alfazema, Erva Cidreira, Hortelã, Manjericão, Malva, Poejo, Sálvia, Funcho.

Para Tuberculose usam-se: Cavalinha, Confrei.
Para Úlcera usam-se: Bálsamo, Cavalinha, Confrei.
Para Urina usam-se: Alfazema, Beldroegas, Cavalinha, Cerefólio, Confrei (sangue na urina), Manjericão, Salsa, Bardana, Funcho.
Para o Útero usa-se Tanchagem.

Para Vermes usam-se: Arruda, Artemí sia, Caatinga de Mulata, Camomila, Hortelã.

"Deus dá alimento a todos os pássaros, mas não o leva ao ninho."

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CAÍ MAS VENCI!!!

Caí mas venci!

“A vida é como andar de bicicleta. Para manter seu equilíbrio você deve continuar em movimento”, dizia Einstein. E ao aprender a andar de bicicleta você garante alguns tombos, hematomas e torções. Mas nada se compara aquele vento no rosto que sente só quem se arrisca na ladeira.

Volte um pouco comigo em sua vida, aquele tempo de engatinhar onde você arriscava ficar em pé sozinho. Com certeza caiu muito. Se você tivesse parado no primeiro tombo? Você com certeza não estaria aqui. A queda não foi capaz de parar você! Você caminhou!

Mesmo com “rodinhas” na bicicleta, você se arriscou.

O equilíbrio no andar que aparentemente era um obstáculo se tornou a vitória!

A todo instante a vida nos traz questões, hora abertas, hora de múltiplas escolhas. Mas quem dá a resposta é você! E o sentido da vida se encontra no significado que dá a cada pergunta!

Aprendi nesta manhã que a vida está cheia de obstáculos, porém quando invisto com perseverança nestes obstáculos, eles se tornam impulso para vitória.

Minha queda não tem o poder de impedir o movimento! O sentido está em não desistir!

Qual a dor que você enfrenta? Qual sofrimento? Qual angústia aperta seu coração? Se não há como mudar a situação, deixe que a situação mude você! Diga sim a vida! Diga sim a você! Diga sim a Deus.

Apesar das adversidades, das inevitáveis misérias somos capazes de responder à vida utilizando-se da capacidade de transformar criativamente os aspectos negativos em algo positivo, construtivo. Retirar do caos o melhor que puder, esse é o nosso dever. Este é o segredo da felicidade.

Não foram as quedas e os obstáculos que me impediram de caminhar, foram eles que me impulsionaram a vencer!

No cego que foi curado por Jesus, vejo minha vida. O manto da indigência não tem a ultima palavra, a margem não foi o lugar preparado para mim. As vozes querendo me calar não foram capazes de silenciar minha sede de felicidade! Eis o meu grito:

“Jesus Filho de Davi tem piedade de mim”.

Mesmo caído, não sou a queda, não sou o erro!

Hoje quero dizer a você, o obstáculo que enfrenta ou a multidão que te sufoca não são pontos finais em sua vida e sim pontos de interrogação. É a vida te perguntando: Vai parar aqui? E Deus coloca um ponto de exclamação e diz: “Você foi criado para ser feliz!”. O travessão que precisa dar é a resposta que a vida espera!

Você nasceu para ser feliz!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O QUE É O KAMBÔ?


O QUE É O KAMBÔ?

Antes que você diga que o Kambô é um remédio feito de veneno de sapo, vou logo corrigir. A técnica do Kambô é uma técnica indígena para tratamento de doenças.
A seguir relacionei as principais dúvidas com relação ao Kambô.
O QUE É O KAMBÔ?
O Kambô é uma rã encontrada na Amazônia e em todo Acre. A secreção do veneno da rã é um antibiótico natural que elimina impurezas e distúrbios do corpo e aprimora as defesas do organismo.
COMO É O EFEITO DO KAMBÔ?
O efeito do Kambô no corpo é diferente. Somente a pessoa que recebe a aplicação consegue descrever.
QUAL A SENSAÇÃO DO KAMBÔ?
A sensação do Kambô é de que as células do corpo estão sendo renovadas.
OPINIÃO DE MÉDICOS SOBRE O KAMBÔ
Médicos que utilizaram e estudaram o Kambô alegam que a rã é eficaz no tratamento de diversas doenças, entre elas o cancêr, AIDS ou qualquer distúrbio crônico.
COMO O KAMBÔ ATUA NO ORGANISMO?
O Kambô atua reforçando o sistema imunológico. O Kambô destrói as membranas celulares das bactérias.
DE ONDE SURGIU O KAMBÔ?
Na sabedoria cabocla, o Kambô é remédio de índio. Os índios encaram as doenças de uma maneira diferente da nossa. Para os índios a doença é um espírito maligno que combate o indivíduo.
POR QUE AS PESSOAS TOMAM KAMBÔ?
O porquê de tomar o Kambô é para afastar o inimigo, e para afastar o desânimo, falta de vontade para caçar, namorar, má sorte, tristeza, fraqueza mental, espiritual, física, baixa estima, desarmonia com a natureza.
POR QUE É BOM TOMAR O KAMBÔ?
O índios dizem que é bom tomar o Kambô porque traz felicidade para quem toma e para quem pára de caçar.
O QUE ACONTECE QUANDO SE TOMA O KAMBÔ?
Quando se toma o Kambô a caça se aproxima curiosa do caçador. Quem toma o Kambô emite um tipo de luz verde e isso faz a caça se aproximar. O Kambô também desentupe as veias do coração fazendo circular a emoção, o sentimento, o amor.
DÓI APLICAR O KAMBÔ?
Não, a aplicação do Kambô é indolor.
QUANTO TEMPO LEVA PARA SENTIR OS EFEITOS DO KAMBÔ?
Os efeitos do Kambô são sentidos imediatamente após a aplicação.
COMO É FEITA A COLETA DA SECREÇÃO DA RÃ DO KAMBÔ?
A coleta da substância do Kambô é feita sem machucar a rã, no tempo certo e na lua certa. Sabe-se que é o animal certo através do canto. Logo que a secreção é retirada, a rã é devolvida à natureza. Após seis meses a rã pode ser reutilizada.
RISCOS DA AGULHA UTILIZADA NA APLICAÇÃO DO KAMBÔ
Não há riscos de contaminação no material utilizado no Kambô. Na aplicação não se utilizam agulhas.
COMO É FEITA A APLICAÇÃO DO KAMBÔ?
São feitos pontos para introduzir a vacina do Kambô no corpo com um cipó aceso fazendo uma leva escamação na pele. O cipó utilizado na aplicação do Kambô é antiinflamatório e não são necessários cuidados especiais após a aplicação do Kambô pois a cicatrização dos pontos do Kambô é rápida.
COMO É FEITO O TRATAMENTO ATRAVÉS DO KAMBÔ?
O tratamento do Kambô é composto de três aplicações com intervalo de 30 dias para cada aplicação.
EM QUE REGIÃO DO CORPO É FEITA A APLICAÇÃO DO KAMBÔ?
A aplicação diferencia-se de acordo com o sexo: nas mulheres, a aplicação do Kambô é feita na batata da perna. Nos homens é feito no braço.
QUANTO TEMPO LEVA PARA SENTIR OS EFEITOS DO KAMBÔ?
A reação da vacina do Kambô dura cinco minutos. Nesse tempo ocorrem limpezas no campo físico, energético, espiritual e emocional. Após cinco minutos a sensação é de limpeza, leveza, tranqüilidade, bem estar, paz interior e conscientização do desequilíbrio ou distúrbio a ser tratado. Depois de 30 minutos da aplicação, a pessoa já está apta para suas atividades normais.
PRA QUEM O KAMBÔ É INDICADO?
O Kambô é indicado para qualquer tipo de pessoa que tenha algum tipo de distúrbio ou desequilíbrio. O Kambô purifica o sangue e trata todos os processos agudos e crônicos do organismo.
O Kambô também é indicado para pessoas que buscam auto-conhecimento e a imunização do corpo.
ONDE O KAMBÔ ATUA?
O Kambô atua na percepção, intuição nos sonhos, 3ª visão, no inconsciente e nos bloqueios que impedem o fluxo de energia vital.
CONTRA-INDICAÇÕES DA VACINA DO KAMBÔ
O Kambô não é indicado para mulheres grávidas, menstruadas e crianças com menos de nove anos.
QUAIS DOENÇAS PODEM SER TRATADAS COM O KAMBÔ?
Doenças combatidas pelo Kambô tem apresentado bons resultados nas pessoas que se encontram com dores e inflamação em geral. Entre as enfermidades que o Kambô tem se mostrado eficaz podemos citar:
Dores musculares, coluna, ciática, artrite, reumáticas, tendinite, enxaqueca, e outros. Cansaço nas pernas, dor de cabeça crônica, asma, bronquite, rinite, sinusite, acne, alergias, gastrite, úlcera, diabetes, pressão arterial, obesidade, problemas circulatórios, formigamento, retenção de líquido, colesterol, cateterismo, doenças do coração em geral, hepatite, cirrose, malária (aguda) e pós-malária, labirintite, epilepsia, TPM, irregularidades menstruais, infertilidade, impotência, redução da libido, depressão e suas conseqüências, ansiedade, insônia, irritação, insegurança, nervosismo, medo, stress, fadiga, sistema nervoso abalado, esgotamento físico, mental, emocional, desintoxicação, dependência química, tabagismo.
O Kambô também é eficiente no tratamento de distúrbios nos órgãos genitais, pulmão, rim, vesícula, baço-pâncreas, bexiga, coração, estômago, intestino, tiróide, fígado, garganta.

Débora Elisa - Terapeuta Holística CRT- 41746
TXIPÓYA é aplicadora de Kambô autorizada pelo Pajé e Cacique da Tribo Katukina.
Reservas de horários e mais informações - 11-76438692

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

OXUM

Qualidades

Arquétipos

Ervas

Oferenda

Orixá originário da terra de Ijexá. Genitora por excelência, ligada particularmente à procriação. Deusa das águas doces, reina sobre os rios, também divindade do ouro e dos metais amarelos. Coquete e vaidosa, foi segunda esposa de Xangô, tendo vivido anteriormente com Ogun, Orunmilá e Oxóssi.

Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele considerado a morada mítica da Orixá. Apesar de ser comum a associação entre rios e Orixás femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão, de todos os rios. Portanto seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semiparada das lagoas não pantanosas, pois as predominantemente lodosas são destinadas à Nanã e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde costumam ser-lhe entregues as comidas rituais votivas e presentes de seus filhos-de-santo.

Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.

Dentro desta perspectiva, Iemanjá e Oxum dividem a maternidade. Mas há também outro forma de análise; a por faixas etárias, correspondentes a cada arquétipo básico.

Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá (sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é a idosa Nanã), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica.

Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano.

Oxum é ambiciosa; sua cor é cobre com raias de ouro. Segundo a tradição ioruba, seu metal é o cobre – mas a correlação com o ouro não está basicamente errada, pois, de acordo com os historiadores, o cobre era o metal mais caro conhecido naquela região. Oxum portanto, gosta das riquezas materiais, mas não numa perspectiva de usura nem uma mesquinhez de quem quer ter riquezas para escondê-las.

A iniciação (na Umbanda ou no Candomblé) é um nascimento e o poder da fecundidade tem de estar presente, pois Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos.

Além disso, o fluir nada fixo da água doce pelos diversos caminhos, a maneabilidade do elemento se manifestam no comportamento de Oxum. Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás iorubas que absolutamente não gosta da guerra.

Maternal, carinhosa e muito afeita às crianças, amante da beleza e do adôrno. Também é chamada de Iyálòóde, título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade. Seus axés são pedras do fundo do rio Oxum, jóias de cobre, no Brasil, pedras de rio e adornos de metal amarelo. Sua cor e contas, é amarelo-ouro, sua saudação: Ore Yèyé o!!!, chamemos a benevolência da mãe!!!

Qualidades

Existem 16 tipos diferentes de Oxum, das quase adolescentes até as mais velhas, sendo portanto 16 o número sagrado da mãe da água doce. Diz a lenda que as mais velhas moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos mais superficiais. Entre essas 16, três são marcadas como guerreiras (Apara, a mais violenta, Iê Iê Kerê, que usa arco e flecha, e Ié Ié Iponda, que usa espada), mas a maior parte delas é mais pacífica, não gostando de lutas e guerras, desde Oxum Obotó, muito suave e feminina, até a versão mais velha, a não menos vaidosa Oxum Abalo.

  1. Abalu (a mais velha de todas) - ABALÔ (carrega ogum é uma iansã)

  2. Jumu ou Ijimu (a mãe de todas, estreita ligação com as Ìyámi)

  3. Aboto ou Oxogbo (feminina e coquete, ajuda as mulheres terem filhos)

  4. Apara (a mais jovem e guerreira)

  5. Ajagura (guerreira)

  6. Yeye Oga (velha e enquizilada)

  7. Yeye Petu

  8. Yeye Kare (guerreira)

  9. Yeye Oke (guerreira)

  10. Yeye Onira (guerreira)

  11. Yeye Oloko (vive nas florestas)

  12. Yeye ponda (esposa de Oxóssi Ibualama, guerreira e porta um leque)

  13. Yeye Merin ou Iberin (feminina e coquete)

  14. Yeye Àyálá ou Ìyánlá (a avó, que foi mulher de Ogum)

  15. Yeye Lokun ou Pòpòlókun (que não desce sobre a cabeça de suas filhas)

  16. Yeye Odo (dos perdões)

Arquétipos

  • O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas – tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.

  • A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral.

  • O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum.

  • Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente.

  • Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.

  • Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.

  • Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.

  • São pessoas graciosas, elegantes, sensíveis e delicadas. O encanto são armas para conseguir o que desejam, chegam a ser infantis, não recusam nada, premunição, podem ser perigosas, falsas, egoístas, calma, adoram jóias, tendência a perde-las, buscam sempre uma posição social, emotivas, voz suave, independentes, meigas, sorridentes e muitas vez preguiçosas, tem tendências a muitos problemas conjugais e são muito astutas.

Ervas

  • Teté = Bredo sem espinhos

  • Orim-rim = Alfavaquinha

  • Odum-dum = Folha da costa

  • Efim = Malva branca

  • Omim = Beldroega

  • Já = Capeba

  • Ìróko = Folha de loko

  • Pepe = Malmequer branco

  • Teterégún = Canela de macaco

  • Monan = Parietária

  • Jamin =Cajá

  • Tolu-tolu = Papinho de peru

  • Aferé = Mutamba

  • Eim-dum-dum = Folha da fortuna

  • Obô = Rama de leite

  • Omin-ojú = Golfo branco

  • Ilerin = Folha de vintém

Oferenda

  • Omolokum para Oxum

    • Ingredientes:

      • 500g. de feijão fradinho

      • 1 cebola

      • Azeite de oliva

      • 8 ovos

    • Modo de preparo:

      • Cozinhe o feijão fradinho com cebola e azeite de oliva, depois de cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Coloque um recipiente de louça enfeite com os 8 ovos cozidos cortados em quatro e regue com bastante oliva.

XANGÔ

Qualidades

Arquétipos

Ervas

Lendas

Oferenda

Teria sido o terceiro Àlàáfìn Òyó - Rei de Oyó -, filho de Oranian e Torosi.Na África sob seus aspectos, histórico e divino. A filha de Elempe, rei dos Tapás, que havia firmado uma aliança com Oranian.Xangô cresceu no país de sua mãe, indo instalar-se mais tarde, em Kòso (Kossô), onde os habitantes não o aceitaram pelo seu caráter violento e imperioso; mas ele conseguiu, finalmente, impor-se por sua força. Em seguida, acompanhado pelo seu povo, dirigiu-se para Oyó, onde estabeleceu um bairro que recebeu o nome de Kossô. Conservou, assim, seu título de Obá Kòso, que, com o passar do tempo, veio a fazer parte de seus oríkì. Xangô, no seu aspecto divino, permanece filho de Oranian, divinizado porém, tendo Yamase como mãe e três divindades como esposas: Oyá, Oxum e Obá.

Xangô é o irmão mais jovem, não somente de Dadá-Ajaká como também de Obaluaiyè. Entretanto, ao que parece, não são os vínculos de parentesco que permitem explicar a ligação entre ambos, mas sua origem comum em Tapá, lugar onde Obaluaiyè seria mais antigo que Xangô , e, por defer6encia para com o mais velho, em certas cidades com Seketê e Ifanhim são sempre feitas oferendas a Obaluayiè na véspera da celebração das cerimônias para Xangô.

Xangô, é viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores, razão do que de sobra, para ser denominado, deus da justiça. Os èdùn àrá (pedras de raio - na verdade, pedras neolíticas em forma de machado), são consideradas emanações de Xangô, e são colocadas sobre um odó - pilão de madeira esculpida -, consagrado à Xangô. Seu símbolo é oxé - machado de duas lâminas - lembra o símbolo de Zeus em Creta. Esse oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao memso tempo, o duplo machado e lembra, de certa forma, a cerimônia chamada ajere, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma vasilha cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo; e, em uma outra cerimônia, chamada àkàrà, durante a Qua engolem mechas de algodão embebidas em azeite de dendê em combustão. É uma referência à lenda, segundo a qual Xangô tinha o poder de escarrar fogo graças a um talismã que ele pedira à Oyá buscar no território bariba.

Os adeptos de Xangô , em cerimônias, seguram nas mãos o xéré , um instrumento musical utilizado apenas por eles (desde que autorizados), feito de uma cabaça alongada e contendo no seu interior pequenos grãos, que convenientemente sacudido, imita o ruído da chuva. Em algumas situações também usa um làbà - uma bolsa grande em couro ornamentado -, onde guardaria seus èdùn àrà, que lança sobre a terra durante as tempestades. Suas danças são acompanhadas por um tambor chamado bàtá (tem uma forma de ampulheta, com couro dos dois lados de tamanhos diferentes), são pendurados no pescoço por uma tira de couro, e seus tocadores, os olúbatá, que batem com uma tira de couro no lado menor do tambor, para fazer vibrar o instrumento, e com a mão fazem pressões mais ou menos fortes do outro lado, para obter os tosn da língua yorubá. No Recife, seu nome serve mesmo para designar o conjunto de cultos africanos. Suas cores são o vermelho e branco, e sua saudação é: Kawó kabiyèsílé ! - Venham ver o Rei descer sobre a terra!!

Em sua dançá, o alujá , Xangô brande orgulhosamente seu oxé e assim que a cadência se acelera, ele faz um gesto de quem vai pegar num labá (sua bolsa) imaginário, as pedras de raio, e lançá-las sobre a terra.

Qualidades

  1. Dadá

  2. Afonjá

  3. Lubé

  4. Ogodo

  5. Koso

  6. Jakuta

  7. Aganju

  8. Baru

  9. Oloroke

  10. Airá Intile

  11. Airá Igbonam

  12. Airá Mofe ou Adjaos

  • XANGO: AIRÁ (AGOYNHAM); AFONJÁ; AGANJÚ; AGOGO; BARU; ALAFIM
    Alguns constam ainda Oranian, que seria seu pai; Dadá seu irmào, Aganju um dos seus sucessores, Ogodo que segura dois oxés, sendo o seu èdùn àrà composto de dois gumes e é originário de tapá; Os Airá seriam muito velhos, sempre vestidos de branco e usando segi (contas azuis) em lugar dos corais vermelhos, e seriam originários da região de Savê.

Arquétipos

  • São pessoas conscientes de uma suposta beleza, sentimentos ligados a justiça, não admitem serem contrariados, podendo ser violentos e incontroláveis, tendência a obesidade, ligados a mãe, tem poder de liderança, gostam da vida, mas temem a morte, são vingativas, orgulhosas, teimosas, atrevidas, elegantes, gulosos, dorminhocos, são asseados, conquistadores, infiéis, ciumentos, senhores de suas obrigações, as vezes pão duros, não sabem perdoar, mas muito brincalhões.

Ervas

  • Teté =Bredo sem espinhos

  • Orin-rin = Alfavaquinha

  • Odum-dum = Folha da costa

  • Jacomijé = Jarrinha

  • Bamba =Folha de mibamba

  • Alapá =Folha de capitão

  • Pepê = Folha de loko

  • Oicô = Folha de caruru

  • Xerê-obá = Chocalho de xangô

  • Oxé-obá = Birreiro

  • Monan = Parietária

  • Aferé = Mutamba

  • Obô = Rama de Leite

  • Odidí =Bico-de-papagaio

  • Obaya = Beti-cheiroso - macho ou fêmea

Lendas

  • "Quando Xangô pediu Oxum em casamento, ela disse que aceitaria com a condição de que ele levasse o pai dela, Oxalá, nas costas para que ele, já muito velho, pudesse assistir ao casamento. Xangô, muito esperto, prometeu que depois do casamento carregaria o pai dela no pescoço pelo resto da vida; e os dois se casaram. Então, Xangô arranjou uma porção de contas vermelhas e outra de contas brancas, e fez um colar com as duas misturadas. Colocando-o no pescoço, foi dizer a Oxum: "- Veja, eu já cumpri minha promessa. As contas vermelhas são minhas e as brancas, de seu pai; agora eu o carrego no pescoço para sempre."

  • "Xangô vivia em seu reino com suas 3 mulheres ( Iansã, Oxum e Obá ), muitos servos, exércitos, gado e riquezas. Certo dia, ele subiu num morro próximo, junto com Iansã; ele queria testar um feitiço que inventara para lançar raios muito fortes. Quando recitou a fórmula, ouviu-se uma série de estrondos e muitos raios riscaram o céu. Quando tudo se acalmou, Xangô olhou em direção à cidade e viu que seu palácio fora atingido. Ele e Iansã correram para lá e viram que não havia sobrado nada nem ninguém. Desesperado, Xangô bateu com os pés no chão e afundou pela terra; Iansã o imitou. Oxum e Obá viraram rios e os 4 se tornaram Orixás."

Oferenda

  • Amalá para Xangô

    • Ingredientes:

      • 500gr. de quiabo
      • 1 rabada cortada em doze pedaços
      • 1 cebola
      • 1 vidro de azeite de dendê
      • 250g. de fubá branco
    • Modo de preparo:

      • Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas, junte a rabada cozida .Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.

OSSAIN

Arquétipos

Ervas

Lendas

Oferenda

É detentor do segredo de todas as ervas existentes. Cada divindade tem as suas ervas e folhas particulares, mas só Òsányìn conhece profundamente o poder ou axé das folhas. O poder de Òsányìn está num pássaro que é o seu mensageiro. Este pássaro voa por toda parte do mundo e pousa em cima da cabeça de Òsányìn para lhe contar todos os acontecimentos. Este pássaro é um simbolismo bastante conhecido das feiticeiras freqüentemente chamadas de elewú-eiyé, ou seja, "proprietárias do pássaro-poder".

Òsányìn vive na floresta em companhia de àroni, um anãozinho de uma perna só que fuma um cachimbo feito de casca de caracol enfiado num talo oco cheio de suas folhas favoritas.A sua importância é fundamental, pois nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor do axé - o poder - imprescindível até mesmo aos próprios deuses.

As folhas nascidas das árvores e as plantas constituem uma emanação direta do poder sobrenatural da terra fertilizada pela chuva (água-sêmem) e, com esse poder, a ação das folhas podem ser múltiplos, para diversos fins. As folhas como as escamas e penas, são e representam o procriado. Elas representam o "sangue-preto", axé do culto. OSSAIN possui um poder ao mesmo tempo benéfico e perigoso.

O Eye é um pássaro que o representa, o Igbá Òsányin é seu emblema, confeccionado com ferro, e simboliza uma árvore de sete ramos com um pássaro em sua haste central, o ferro reforça a ligação com o axé do preto mineral, e o pássaro é a relação folha-pena e elemento procriado. Nada se faz no candomblé sem este orixá, as folhas sagradas, para tudo se usa, na iniciação há um borí específico para Ossain, a cabeça do neófito é lavada com um líquido composto de folhas associadas a diversos orixás, mas dependentes, em última instância, para seu efeito, da colaboração de Ossain. Há um encarregado de recolher as folhas frescas no mato e prepará-las, é chamado olósàyin.

A colheita das folhas deve ser feita com extremo cuidado, para não destruir a árvore que as dá, e que possam se renovar, seguindo um preceito próprio, para entrar no seu reino, fazer a colheita e prepará-las. Ossain vive na floresta, em companhia de Àrònì, um anãozinho, que tem uma única perna, e fuma um cachimbo feito de casca de caracol. Por causa dessa união com Àrònì, Ossain é saudado "Holá!" - proprietário-de-uma-única-perna-que-como-o-proprietário-de-duas-pernas! alusão às oferendas de galos e pombos que possuem duas patas, feitas a Ossain Àrònì que possui apenas uma perna; razão pela qual no ato se "cravejar" tira-se apenas, uma perna do animal. Suas cores são verde e branco.

Os Oloòsányìn ou Babalòsányìn são também chamados de ònìsegun, "curandeiros" em virtude de suas atividades no domínio das plantas medicinais.Um Babalòsányìn quando vai colher as plantas está num total estado de pureza: abstem-se de relações sexuais, na noite anterior, e vai para floresta durante a madrugada sem dirigir a palavra a ninguém.

Além disso, arreia uma oferenda a Òsányìn na entrada da floresta no intuito de pedir licença, para colher as ervas para seus trabalhos. Ainda ao entrar na mata mastiga durante algum tempo elementos mágicos como obì ou pimenta da costa. As folhas e as plantas constituem a emanação direta do poder da terra fertilizada pela chuva. São como as escamas e as penas que representam o procriado.

O sumo das folhas é também chamado de èjé ewé ou "sangue das folhas" e é um dos axés mais poderosos que traz em si o poder do que nasce e do que advém. No ato de se macerar as folhas, entoa-se cânticos chamados de sàsányin. Suas cores são verde e branco. Quinta-feira é o seu dia consagrado assim como 5 de outubro.

Arquétipos

  • São pessoas frágeis, saúde delicada, esforçados, volúveis, sem ambições, estudiosos, sonhadores, esquisitos e desligados, preservam a liberdade, propenso a homossexualidade, dotados de muita energia, prestativos, carentes desinteressados, ligados a família, mas gostam de viver de forma independente.

  • Pessoas equilibradas e capazes de controlar seus sentimentos e emoções , não deixam suas simpatias e antipatias interfirirem nas suas decisões ou influenciarem suas opiniões das pessoas ou acontecimentos, aqueles que não tem uma concepção estreita da moral e da justiça.

Ervas

  • Ganucô = Língua de galinha

  • Obô =Rama de leite

  • Aferé = Mutamba

  • Tolu-tolu =Papinho-de-peru

  • Monam= Parietária

  • Jamin =Cajá

  • Bala =Taioba

  • Teterégún= Canela-de-macaco

  • Timim =Folha de neve branca, cana-do-brejo

  • Pepé = Malmequer bravo

  • Mariwô=Folha de dendezeiro

  • Awô-pupa= Cipó-chumbo

  • Junçá =Espada de Ògún

  • Piperégún= Nativo

  • Arê-agê = Tostão

  • Simim-simim = Vassourinha

  • Afoman =Erva-de-passarinho

  • Omim= Alfavaquinha

  • Teté = Bredo sem espinho

  • Odum-dum =Folha-da-Costa

Lendas

Oferenda

  • Abacate para Ossain

    • Ingredientes:

      • 1 abacate
      • 500g. de amendoim
      • 250g. de açúcar
      • fumo em corda
      • 7 folhas de louro
    • Modo de preparo:

      • Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas parte numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro.